segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Há dois anos...

Há dois anos eu tomei um banho, vesti um pijama novo e fui "conhecer" meu bebê que estava na CTI e que eu havia visto rapidamente na hora que nasceu. Fui caminhando até a CTi. Dor?? que dor que nada... a dor maior do mundo era não estar ama...
mentando e aconchegando meu bebê nos braços.
Ontem fiquei lembrando que na sala de recuperação os outros papais estavam todos ali, segurando seus filhos, conversando com as mamães, enquanto o Flavio conhecia o doloroso caminho de uma CTI Neonatal. E eu, sozinha, preocupada, ansiosa por saber notícias do Davi.
Eu entrei na CTI e o Flavio me ensinou tudo o que deveria fazer de higienização e troca de roupas e disse: "Ali oh! Ele esta no leito 3".
Ver um micro bebê (como diz a Nadia Campos) foi diferente de tudo que eu imaginei. Eu não podia tocá-lo. Mas eu o amava com toda minha força e ansiava que a cada dia ele crescesse para poder vir para casa conosco.
Os dias foram passando... realmente uma CTI é um lugar de dor, de insegurança, de incertezas e muito medo. Mas foi exatamente neste lugar que, com o passar dos dias, construimos uma rede de apoio e solidariedade com outros pais na mesma situação que nós. E assim a dor diminuia. A esperança aumentava. E a cada bebê que ia recebendo alta, brotava a esperança de que tudo daria certo. E deu! Graças a Deus!!
Por isso, neste mês de agosto, quero homenagear os papais e as mamães que vivenciaram este momento conosco: Eliane Blauth e Rafael, Nadia Campos e esposo, Inajara Jardim Nobre e esposo, Regina R. Mullenmeister e esposo e Natali Furtado e esposo.
O Senhor Deus nos abençou muito! É tempo de agradecer!!

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